Templo de Diana

O templo romano mais bem conservado da península ibérica, do século I, dedicado ao culto imperial (provavelmente a Augusto, não a Diana apesar do nome popular). Sobreviveu por ter ficado integrado, na Idade Média, num castelo. As suas 14 colunas coríntias, em pleno centro histórico, são o postal mais repetido de Évora.
O essencial
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Catorze colunas que sobreviveram por acaso
O Templo de Diana não tem esse nome por causa de Diana. O nome foi inventado por um sacerdote português no século XVII e ficou colado, mas os arqueólogos são claros: foi construído no século I d.C., sob o principado de Augusto, com reformas posteriores na época de Cláudio, e o mais provável é que estivesse dedicado ao culto imperial, ou seja, a Augusto divinizado. O que se vê hoje são 14 colunas coríntias sobre um pódio de granito. Repare no pormenor que quase ninguém observa: os fustes são de granito, mas os capitéis e as bases são de mármore branco de Estremoz, da própria região. Essa mistura de materiais é característica da arquitetura romana provincial da Lusitânia: pedra local para o grosso, mármore bom para o que fica à vista de perto. E a razão de continuar de pé é quase cómica: durante a Idade Média ficou embutido nas muralhas de um castelo, a fazer de torre. Estar tapado dentro de uma fortificação salvou-o de acabar como pedreira para outras obras, até que no século XIX foi libertado dessas estruturas. Sobreviveu porque deixou de ser um templo.
Preço, horários e como evitar os grupos
É gratuito. Não há bilheteira, nem entrada, nem reserva: é um monumento ao ar livre numa praça pública, o Largo Conde de Vila Flor, com acesso livre 24 horas por dia, o ano inteiro. A única limitação é não se poder pisar a plataforma: está vedada por conservação, pelo que a visita consiste em contorná-lo e fotografá-lo pelo exterior. Não veja isso como uma perda; ao nível do solo aprecia-se melhor a proporção do pódio.
Em relação às multidões, há um padrão muito claro: o templo é paragem fixa dos grupos turísticos e dos autocarros de excursão a meio do dia, que é a pior altura. Vá de manhã cedo, antes das 9-10h, ou ao entardecer. Além de o ter praticamente só para si, a luz dourada sobre o granito e o mármore funciona muito melhor do que o sol a pique do meio-dia, que achata as colunas. Não há horário oficial de visita distinto do acesso livre; se vir publicado algum horário concreto, confirme-o no site oficial do turismo de Évora.
Como chegar e o que fazer com os 20 minutos
Fica em pleno centro histórico, junto à Sé e ao Museu de Évora, por isso chega-se lá quase sem procurar. Da Praça do Giraldo são 5-10 minutos a pé, a subir. Évora não tem metro nem elétrico urbano: só há autocarros urbanos locais (a rede TREVO) até ao centro histórico, mas com um casco antigo estreito e pedonal, o normal — e mais rápido — é ir a pé.
Conte com 15-20 minutos. Não é um recinto com percurso interior, é um monumento exterior que se vê, se contorna e se fotografa. O que compensa é encadeá-lo: a Sé está literalmente ao lado e o Museu de Évora partilha a mesma praça, por isso na mesma paragem leva três coisas. Um aviso prático: no Largo Conde de Vila Flor montam-se eventos pontuais que podem ocupar a praça e atrapalhar a vista ou o enquadramento. Não há obras nem encerramentos reportados à data de consulta, mas se viajar em datas concretas, uma vista rápida ao site da Câmara Municipal de Évora poupa-lhe o desgosto.
Perguntas frequentes
É preciso pagar entrada ou reservar para ver o Templo de Diana?
Quanto tempo é preciso para visitar?
Qual é a melhor hora para ir sem multidões?
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Outros lugares em Évora
Sé de Évora (Catedral)
catedralA maior catedral medieval de Portugal, construída entre 1280 e 1340, mistura de gótico e românico tardio com duas torres assimétricas. A entrada só para a catedral custa 2 €; somando claustro, terraço panorâmico e museu o preço sobe até 4,50 €. É possível subir ao campanário por uma escada em caracol de 135 degraus até um terraço com vista sobre todo o Alentejo.
Capela dos Ossos
capillaAnexa à Igreja Real de São Francisco, as suas paredes e colunas estão revestidas com os ossos e crânios de cerca de 5.000 pessoas, obra de monges franciscanos do século XVII. Sobre a porta, a inscrição avisa: 'Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos'. A entrada (6-7 €, menores de 12 anos grátis) inclui o núcleo museológico, a galeria de presépios e o terraço panorâmico.
Praça do Giraldo
plazaO salão de Évora desde o século XVI, com a Igreja de Santo Antão e a sua fonte de mármore de oito bicas a presidir a uma das extremidades. Rodeada de arcadas, cafés e lojas, foi palco de autos de fé da Inquisição e é hoje o ponto de encontro e arranque de qualquer passeio pelo centro histórico.
Aqueduto da Água de Prata
acueductoAqueduto de 18 quilómetros construído no século XVI pelo arquiteto Francisco de Arruda, o mesmo da Torre de Belém, para abastecer de água a cidade. O seu troço mais fotogénico atravessa a Rua do Cano, onde os arcos se integraram literalmente nas fachadas das casas.
Universidade de Évora (Colégio do Espírito Santo)
universidadFundada em 1559 pelos jesuítas, é a segunda universidade mais antiga de Portugal a seguir a Coimbra. O seu claustro renascentista de dois pisos e as salas de aula revestidas de azulejos do século XVIII, entre elas a célebre 'Sala dos Atos', visitam-se enquanto continua a funcionar como universidade ativa; a entrada (3 €) costuma ser gratuita fora do período de 25 de julho a 31 de agosto.
Feira de São João de Évora
fiestaA grande festa de Évora celebra-se desde 1569, quando era a feira de gado que fixava preços em todo o Alentejo. Hoje são cerca de duas semanas de tasquinhas e concertos gratuitos no Rossio de São Brás, extramuros. Entrada livre a todo o recinto, incluindo espetáculos.
Festival Imaterial
fiestaO Imaterial é o festival de património imaterial e músicas do mundo de Évora, organizado pelo Município com a Fundação Inatel sob o lema «Pensar e Viver o Património». Realiza-se em meados ou finais de maio no Jardim Público. As conferências e oficinas são de entrada livre; os concertos noturnos são pagos, em sessão dupla.