Praça do Giraldo

O salão de Évora desde o século XVI, com a Igreja de Santo Antão e a sua fonte de mármore de oito bicas a presidir a uma das extremidades. Rodeada de arcadas, cafés e lojas, foi palco de autos de fé da Inquisição e é hoje o ponto de encontro e arranque de qualquer passeio pelo centro histórico.
O essencial
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O que é a Praça do Giraldo e porque vale a pena parar
A Praça do Giraldo é o ponto onde converge todo o centro histórico de Évora: oito ruas desembocam aqui, e mais cedo ou mais tarde acaba por atravessá-la várias vezes por dia. Não é uma praça monumental das que tiram o fôlego à primeira fotografia; é uma praça de uso, com gente sentada sob as arcadas e uma cidade que continua a funcionar à volta.
O nome homenageia Geraldo Sem Pavor, o cavaleiro que, segundo a tradição, reconquistou Évora aos almoáadas entre 1165 e 1167. No centro está o Chafariz da Praça do Giraldo, a fonte de mármore renascentista de 1570-1571, com oito bicas que representam simbolicamente essas oito ruas que chegam à praça. É o pormenor a observar com calma, e não apenas a fotografar de passagem.
As arcadas que a rodeiam foram erguidas entre os séculos XVI e XVIII, e os seus arcos têm uma influência mourísca que recorda o passado islâmico da cidade. Numa das extremidades destaca-se a Igreja de Santo Antão. E há uma camada incomoda que não convém maquilhar: durante a Inquisição portuguesa (séculos XVI-XVIII) esta praça foi palco de autos de fé e execuções públicas. Sabê-lo muda bastante a forma como a olhamos.
Horários, bilhetes e quanto tempo dedicar
Não há bilhete nem horário: é um espaço urbano aberto, público e gratuito 24 horas por dia. Não há nada a reservar, não há bilheteira e não existem propriamente filas, porque não se entra em lado nenhum: passa-se por ela.
Com 20-30 minutos tem tempo de sobra para dar a volta, observar com calma o chafariz e as arcadas e espreitar a Igreja de Santo Antão. Se se sentar num dos cafés sob as arcadas, conte com uma boa hora; é a forma mais honesta de a desfrutar.
O que enche mesmo é a praça nas horas centrais do dia, sobretudo no verão. A melhor altura é de manhã cedo ou ao final da tarde: menos gente e, mais importante no Alentejo, muito menos calor. Antes de ir, convém consultar o site da Câmara Municipal de Évora, caso haja obras pontuais, feiras ou concertos a ocupar temporariamente o espaço.
Como chegar e dicas práticas
Évora não tem metro nem elétrico, por isso tudo se resolve a pé. Da estação de autocarros (Rede Expressos e Eva Transportes, com ligações frequentes desde Lisboa) são cerca de 15-20 minutos a pé até à praça, ou um táxi curto se vier com bagagem. Da estação de comboios (linha regional de Lisboa via Casa Branca) são cerca de 20-25 minutos a andar; existe serviço de autocarros urbanos, mas convém confirmar linhas e frequência atuais no local, porque mudam.
Dois avisos de quem já caminhou por aquele centro: a calçada é irregular, por isso calçado raso com boa aderência é essencial; e a praça quase não tem sombra no centro, pelo que em julho e agosto o refugio são as arcadas. Use-a como campo-base: daqui parte a pé para o Templo Romano, a Sé e a Capela dos Ossos em poucos minutos, e voltará a atravessá-la sem sequer se propor a isso.
Perguntas frequentes
É preciso pagar entrada ou reservar para visitar a Praça do Giraldo?
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temploO templo romano mais bem conservado da península ibérica, do século I, dedicado ao culto imperial (provavelmente a Augusto, não a Diana apesar do nome popular). Sobreviveu por ter ficado integrado, na Idade Média, num castelo. As suas 14 colunas coríntias, em pleno centro histórico, são o postal mais repetido de Évora.
Sé de Évora (Catedral)
catedralA maior catedral medieval de Portugal, construída entre 1280 e 1340, mistura de gótico e românico tardio com duas torres assimétricas. A entrada só para a catedral custa 2 €; somando claustro, terraço panorâmico e museu o preço sobe até 4,50 €. É possível subir ao campanário por uma escada em caracol de 135 degraus até um terraço com vista sobre todo o Alentejo.
Capela dos Ossos
capillaAnexa à Igreja Real de São Francisco, as suas paredes e colunas estão revestidas com os ossos e crânios de cerca de 5.000 pessoas, obra de monges franciscanos do século XVII. Sobre a porta, a inscrição avisa: 'Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos'. A entrada (6-7 €, menores de 12 anos grátis) inclui o núcleo museológico, a galeria de presépios e o terraço panorâmico.
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universidadFundada em 1559 pelos jesuítas, é a segunda universidade mais antiga de Portugal a seguir a Coimbra. O seu claustro renascentista de dois pisos e as salas de aula revestidas de azulejos do século XVIII, entre elas a célebre 'Sala dos Atos', visitam-se enquanto continua a funcionar como universidade ativa; a entrada (3 €) costuma ser gratuita fora do período de 25 de julho a 31 de agosto.
Feira de São João de Évora
fiestaA grande festa de Évora celebra-se desde 1569, quando era a feira de gado que fixava preços em todo o Alentejo. Hoje são cerca de duas semanas de tasquinhas e concertos gratuitos no Rossio de São Brás, extramuros. Entrada livre a todo o recinto, incluindo espetáculos.
Festival Imaterial
fiestaO Imaterial é o festival de património imaterial e músicas do mundo de Évora, organizado pelo Município com a Fundação Inatel sob o lema «Pensar e Viver o Património». Realiza-se em meados ou finais de maio no Jardim Público. As conferências e oficinas são de entrada livre; os concertos noturnos são pagos, em sessão dupla.
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