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Aqueduto da Água de Prata

Arcos del Aqueduto da Água de Prata integrados en casas de Évora
Foto: Wikimedia Commons (CC BY-SA)

Aqueduto de 18 quilómetros construído no século XVI pelo arquiteto Francisco de Arruda, o mesmo da Torre de Belém, para abastecer de água a cidade. O seu troço mais fotogénico atravessa a Rua do Cano, onde os arcos se integraram literalmente nas fachadas das casas.

O essencial

Bilhetes
Gratis

Um aqueduto que se meteu dentro das casas

O Aqueduto da Água de Prata não é um monumento onde se entra: é uma obra de engenharia do século XVI que atravessa Évora e que, no seu troço final, se tornou literalmente parte do bairro. Na Rua do Cano (o nome vem do próprio conduto) os arcos aparecem tapados, ocupados, habitados: as pessoas construíram as suas casas aproveitando a estrutura, e hoje vê-se portas, janelas e vasos encaixados entre os arcos. Essa mistura de monumento nacional e rua onde alguém estende a roupa é o que torna o desvio compensador, mais do que a escala da obra em si. A história ajuda a compreendê-lo: o rei D. João III encomendou o aqueduto em 1534 a Francisco de Arruda —o mesmo arquiteto da Torre de Belém— e foi inaugurado a 28 de março de 1537, depois de apenas seis anos de obra. Traz água das nascentes da Graça do Divor, em terras do Convento de São Bento de Castris, cerca de 18 km até à cidade, e muito provavelmente sobrepõe-se ao traçado de um aqueduto romano anterior. Na Rua Nova de Santiago, onde corta a antiga muralha, Arruda ergueu uma Caixa de Água renascentista de planta quadrada com doze colunas toscanas: é o pormenor que mais gente ignora e o que melhor explica a ambição do projeto. É Monumento Nacional desde 1910.

Bilhetes, horários e porque não há filas aqui

Boa notícia para o orçamento: o acesso é livre e gratuito. Não há bilheteira, não há recinto fechado e não existe reserva online, porque não se trata de um edifício visitável mas sim de um elemento urbano ao ar livre que se percorre a pé pela rua. Pelo mesmo motivo, não há horário de abertura nem de encerramento: pode vê-lo a qualquer hora do dia. O que pode ter custo são as visitas guiadas organizadas por terceiros que o incluem num roteiro por Évora; se essa opção lhe interessar, consulte os preços diretamente com o operador. Filas, no sentido clássico, não vai encontrar. O que há são momentos com mais gente e pior luz: o troço da Rua do Cano é estreito e ao meio-dia enche-se de grupos que descem do centro. Antes de ir, uma verificação rápida em cm-evora.pt não é demais, porque pode haver obras ou encerramentos pontuais nalgum troço, nem sempre anunciados com antecedência.

Como chegar e truques para não sofrer o Alentejo

Évora é pequena e percorre-se toda a pé: da Praça do Giraldo chega-se ao troço urbano do aqueduto em poucos minutos a pé. Não há metro. Existem autocarros urbanos (rede da Rodoviária do Alentejo / TransDev), úteis sobretudo se chegar da estação de comboio ou de autocarros, mas dentro do centro histórico o carro e o autocarro atrapalham mais do que ajudam. Com 20-30 minutos cobre-se bem a Rua do Cano e os arredores dentro de um passeio pelo centro. Se quiser o plano completo, há um percurso pedestre de cerca de 8,5 km que segue o aqueduto fora de portas, começa na estrada para Arraiolos e tem três pontos de acesso; os mapas são fornecidos no posto de turismo, onde convém perguntar também pelo estado atual do caminho. Para isso reserve meio dia. O conselho que mais vai agradecer: vá de manhã cedo ou ao final da tarde. A luz rasante é a que faz os arcos ficarem bem nas fotografias, e sobretudo evita o calor —em agosto Évora ultrapassa os 35 °C com facilidade e esse troço tem pouca sombra. Leve água e calçado confortável: a calçada do centro histórico castiga.

Perguntas frequentes

Quanto custa visitar o Aqueduto da Água de Prata?
Nada: o acesso é livre e gratuito. Não é um recinto com bilheteira, mas sim um monumento urbano ao ar livre que se percorre a pé pela rua, e não é preciso reservar online. Só têm custo as visitas guiadas organizadas por terceiros que o incluem num roteiro por Évora.
Quanto tempo é preciso dedicar-lhe?
Com 20-30 minutos vê-se perfeitamente o troço urbano da Rua do Cano e a Caixa de Água, integrado num passeio pelo centro histórico. Se quiser percorrer o percurso mais longo de cerca de 8,5 km que acompanha o aqueduto fora de portas, reserve meio dia.
Qual é a melhor hora para visitar?
De manhã cedo ou ao final da tarde. Ganha-se por dois lados: a luz rasante realça muito melhor os arcos nas fotografias e evita-se o calor do Alentejo, que em agosto pode facilmente ultrapassar os 35 °C com pouca sombra no troço urbano.

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