Capela dos Ossos
Anexa à Igreja Real de São Francisco, as suas paredes e colunas estão revestidas com os ossos e crânios de cerca de 5.000 pessoas, obra de monges franciscanos do século XVII. Sobre a porta, a inscrição avisa: 'Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos'. A entrada (6-7 €, menores de 12 anos grátis) inclui o núcleo museológico, a galeria de presépios e o terraço panorâmico.
O essencial
- Bilhetes
- 6,00 €
Uma capela feita com os ossos de 5.000 pessoas
A Capela dos Ossos fica dentro do recinto da Igreja Real de São Francisco, mesmo no centro de Évora, e não se parece com nada que já tenhas visto. Os frades franciscanos revestiram paredes e pilares com ossos e caveiras de cerca de 5.000 pessoas exumadas de cemitérios locais que já não tinham espaço. Não foi morbidez: era uma mensagem. Sobre a porta lê-se "Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos", um lembrete bem direto de que a vida acaba. As fontes não são totalmente consensuais quanto ao século exato de construção (umas apontam para o XVI, outras para o XVII), por isso, se te interessa a data precisa, confirma no site oficial. Circula também uma lenda local: a de que dois dos corpos suspensos — um adulto e uma criança — seriam pai e filho. É tradição oral, sem confirmação histórica, mas vais ouvi-la repetida por quase todos os guias. A capela é pequena e vê-se em 15-20 minutos, ainda que o silêncio e a luz baixa te façam apetecer ficar mais um pouco.
Bilhetes, horários e como fugir à fila
O bilhete compra-se na bilheteira, junto ao recinto. Atenção a um pormenor que confunde muita gente: a nave da Igreja de São Francisco visita-se gratuitamente, mas a capela não; são acessos distintos. É um bilhete único que inclui a Capela dos Ossos, o Núcleo Museológico e a Coleção de Presépios, com tarifa reduzida para jovens até 25 anos e séniores, gratuidade para menores de 12 anos e um pack familiar. Como os preços e o pack variam consoante a fonte, confirma na web oficial antes de ir, para levares o valor exato. O terraço panorâmico pode ter acesso ou custo à parte: pergunta na bilheteira. Os horários são sazonais: no verão (aprox. de final de março a final de outubro) das 9h00 às 18h30, e no inverno das 9h00 às 17h00, com última entrada um pouco antes do fecho. Encerra a 1 de janeiro, no Domingo de Páscoa, a 25 de dezembro e na tarde do dia 24. Para evitar filas, vai às 9h00 em ponto ou ao final da tarde; a hora do meio-dia no verão é quando chegam os grupos e a capela, que é minúscula, fica lotada. Não parece haver obrigatoriedade de reservar online, mas em época alta vale a pena confirmar.
Como chegar e dicas práticas
Encontra-a na Praça 1º de Maio, junto à Rua da República, a 5-10 minutos a pé da Praça do Giraldo. Évora não tem metro e o centro histórico é pequeno e perfeitamente percorrível a pé, por isso o normal é chegar a pé; há autocarros urbanos se vieres de mais longe. Reserva pelo menos uma hora para a visita completa, porque o preço inclui o núcleo museológico e os presépios, que muitas pessoas saltam por não saberem que já os pagaram. Dicas de quem já lá esteve: o piso do recinto é irregular e tem degraus, por isso leva calçado confortável; lá dentro pede-se silêncio e respeito (é um espaço religioso e funerário, não um cenário); e se viajares com crianças pequenas ou alguém mais sensível, avisa-o do que vai ver. Antes de ir, confirma no site oficial que não há encerramentos pontuais por obras ou atos religiosos. E aproveita a zona: a Sé e o Templo Romano ficam a um curto passeio a subir, por isso encaixam bem na mesma manhã.
Perguntas frequentes
Quanto custa o bilhete e é preciso reservar?
Quanto tempo é preciso para a visita?
Qual é a melhor hora para visitar sem filas?
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Outros lugares em Évora
Templo de Diana
temploO templo romano mais bem conservado da península ibérica, do século I, dedicado ao culto imperial (provavelmente a Augusto, não a Diana apesar do nome popular). Sobreviveu por ter ficado integrado, na Idade Média, num castelo. As suas 14 colunas coríntias, em pleno centro histórico, são o postal mais repetido de Évora.
Sé de Évora (Catedral)
catedralA maior catedral medieval de Portugal, construída entre 1280 e 1340, mistura de gótico e românico tardio com duas torres assimétricas. A entrada só para a catedral custa 2 €; somando claustro, terraço panorâmico e museu o preço sobe até 4,50 €. É possível subir ao campanário por uma escada em caracol de 135 degraus até um terraço com vista sobre todo o Alentejo.
Praça do Giraldo
plazaO salão de Évora desde o século XVI, com a Igreja de Santo Antão e a sua fonte de mármore de oito bicas a presidir a uma das extremidades. Rodeada de arcadas, cafés e lojas, foi palco de autos de fé da Inquisição e é hoje o ponto de encontro e arranque de qualquer passeio pelo centro histórico.
Aqueduto da Água de Prata
acueductoAqueduto de 18 quilómetros construído no século XVI pelo arquiteto Francisco de Arruda, o mesmo da Torre de Belém, para abastecer de água a cidade. O seu troço mais fotogénico atravessa a Rua do Cano, onde os arcos se integraram literalmente nas fachadas das casas.
Universidade de Évora (Colégio do Espírito Santo)
universidadFundada em 1559 pelos jesuítas, é a segunda universidade mais antiga de Portugal a seguir a Coimbra. O seu claustro renascentista de dois pisos e as salas de aula revestidas de azulejos do século XVIII, entre elas a célebre 'Sala dos Atos', visitam-se enquanto continua a funcionar como universidade ativa; a entrada (3 €) costuma ser gratuita fora do período de 25 de julho a 31 de agosto.
Feira de São João de Évora
fiestaA grande festa de Évora celebra-se desde 1569, quando era a feira de gado que fixava preços em todo o Alentejo. Hoje são cerca de duas semanas de tasquinhas e concertos gratuitos no Rossio de São Brás, extramuros. Entrada livre a todo o recinto, incluindo espetáculos.
Festival Imaterial
fiestaO Imaterial é o festival de património imaterial e músicas do mundo de Évora, organizado pelo Município com a Fundação Inatel sob o lema «Pensar e Viver o Património». Realiza-se em meados ou finais de maio no Jardim Público. As conferências e oficinas são de entrada livre; os concertos noturnos são pagos, em sessão dupla.