Palacio Real de Madrid
Residência oficial da Coroa espanhola, o Palacio Real é o maior palácio real em uso da Europa Ocidental, com 135.000 m² e 3.418 divisões. Construído entre 1738 e 1764 em estilo barroco italiano, guarda uma coleção de tapeçarias flamengas, armaduras e a Colección de Violines Stradivarius.
O que é e por que vale a pena
O Palácio Real de Madrid não é uma relíquia morta: continua a ser a residência oficial da Casa Real (embora os reis não vivam aqui), o que explica que possa fechar de um dia para o outro por um acto de Estado. Foi construído sobre as ruínas do Alcáçar dos Áustrias, que ardeu na noite de Natal de 1734. Filipe V encomendou o projecto a Filippo Juvara, que morreu antes de o concluir, e Giovanni Battista Sacchetti terminou-o em estilo barroco italiano, desta vez com calcário e granito em vez de madeira, lição aprendida com o incêndio. O que verdadeiramente justifica a visita não são os tectos dourados (que também), mas duas colecções que poucos esperam: a Real Armería, com armaduras de Carlos V e Filipe II feitas por mestres de Milão e Augsburgo no século XVI, considerada juntamente com a de Viena uma das duas melhores do mundo; e a Colecção Stradivarius Palatina, quatro instrumentos fabricados inteiramente por António Stradivari (dois violinos, uma viola e um violoncelo) que Carlos IV comprou em 1775 e que ainda soam em concertos especiais. Repare também no pátio interior: entre as esculturas figuram Moctezuma e Atahualpa, os últimos imperadores azteca e inca, uma alusão à consciência imperial espanhola.
Bilhetes, horários e como evitar filas
A entrada geral custa 14 € e a reduzida (estudantes, seniores, famílias numerosas) 7 €. A visita guiada oficial acrescenta 8 € por pessoa. Se quiser também ver a Galeria das Colecções Reais, o pack combinado é mais vantajoso: 24 € geral / 12 € reduzido. Há entrada gratuita para cidadãos da UE e da Ibero-América nas duas últimas horas antes do fecho, de segunda a quinta-feira, mas apenas na bilheteira física (não online): 16:00–18:00 no inverno e 17:00–19:00 no verão. Horários: em época alta (abril–setembro) segunda a sábado 10:00–20:00 e domingos e feriados 10:00–16:00; em época baixa (outubro–março) segunda a sábado 10:00–18:00 e domingos e feriados 10:00–16:00. A última entrada é uma hora antes do fecho (verifique em patrimonionacional.es antes de ir). Fechado a 1 e 6 de janeiro, 1 de maio e 24, 25 e 31 de dezembro. Para evitar a fila, reserve online com horário atribuído: dispensa a bilheteira. Caso contrário, chegue à abertura (10:00) ou, em época baixa, depois das 16:00. Terça e quarta-feira são os dias mais sossegados; evite sábados e feriados.
Como chegar e conselhos de quem já lá esteve
A opção mais cómoda é o metro: linhas 2 ou 5 até à estação Ópera, a 6 minutos a pé. Nas Cercanías Renfe, desça em Príncipe Pío (cerca de 12 minutos a pé). De autocarro, as linhas 3, 25, 39 e 148 param nas imediações. Se estiver no centro, da Puerta del Sol são cerca de 12 minutos a pé pela Calle Arenal ou pela Calle Mayor. Calcule o tempo em função do que quer ver: só as Salas de Estado, 1,5–2 horas; acrescentando a Real Armería e os Jardins de Sabatini, 3–4 horas; e se entrar na Galeria das Colecções Reais (inaugurada em 2023), reserve meio dia. Essa Galeria tem bilhete separado ou pack e no verão tem muita lista de espera, por isso reserve com antecedência. Dois avisos úteis: não há cacifos, evite malas grandes (podem mandá-lo para a bilheteira de revisão), e há audioguia na bilheteira e como app do Patrimonio Nacional. Por último, os Jardins de Sabatini e o Campo del Moro são gratuitos e oferecem vistas magníficas do exterior do palácio se não quiser pagar bilhete.
Perguntas frequentes
Quanto custa o bilhete e vale a pena reservar online?
Quanto tempo preciso para a visita?
Qual é a melhor hora para evitar as filas?
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