Jardines del Turia
Nove quilómetros de parque urbano linear construído sobre o antigo leito do rio Turia, desviado após as inundações de 1957. Jardins, fontes, campos de futebol, pistas de atletismo e o Parque Gulliver — com escorregas — formam o pulmão verde que une o centro histórico com a Cidade das Artes.
Um rio que se tornou parque (e quase se tornou autoestrada)
Os Jardins do Turia são nove quilómetros de zona verde estendidos sobre o antigo leito do rio — e por detrás dessa frase de postal esconde-se uma das histórias urbanas mais fascinantes de Espanha. Em outubro de 1957, o Turia transbordou e arrasou Valência, causando entre 80 e 100 mortos. O regime franquista desviou o rio por um canal a sul da cidade (obras de 1965 a 1972), deixando o leito seco a atravessar o centro. O plano inicial era transformá-lo numa autoestrada urbana, mas os moradores resistiram com o lema 'El llit del Túria és nostre i el volem verd' ('o leito do Turia é nosso e queremo-lo verde'). Ganharam: em 1986 foi inaugurado o primeiro troço. Hoje é um parque linear de cerca de 136 hectares que atravessa a cidade de oeste a leste, recebe mais de 7 milhões de visitas por ano e foi o eixo de Valência como Capital Verde Europeia 2024. É atravessado por mais de 24 pontes, desde a Pont del Mar (1591) até aos arcos brancos de Calatrava junto à Cidade das Artes e das Ciências.
Gratuito, sem reserva e quase sempre aberto
Não há bilheteira, entrada paga nem reserva online: o parque inteiro é de acesso livre, incluindo o famoso Parque Gulliver. O jardim principal está aberto 24 horas por dia, todos os dias do ano (sem vedação nem horário de fecho), por isso pode passear ou correr quando quiser. A única exceção é o Parque Gulliver, a figura gigante deitada de quase 70 metros cheia de escorregas, que tem horário por temporada: das 10:00 às 17:30 no pleno inverno, alargando até às 20:00 entre abril e setembro. Em julho e agosto fecha ao meio-dia (das 13:30 às 17:30) porque as escorregas metálicas ficam muito quentes ao sol. Um pormenor que surpreende muitos visitantes: o Gulliver fecha na primeira terça-feira de cada mês para manutenção (quarta-feira se for feriado), e também com chuva ou aviso meteorológico. Para evitar multidões, o truque é ir em dias de semana de manhã, entre as 9:00 e as 11:00; as tardes de sábado e domingo, sobretudo na primavera e no outono, enchem-se de famílias, corredores e ciclistas.
Como chegar e conselhos de quem já foi
O parque está integrado no centro da cidade: a partir da Plaza del Ayuntamiento chega-se a pé em menos de 10 minutos. De metro, a estação Alameda (linhas L3, L5, L7, L9) fica a cerca de 6 minutos a pé do troço central; para a extremidade oeste (Parque de Cabecera e Bioparc) desça na estação Turia. Se quiser percorrer todo o leito sem andar a pé, a linha 95 do autocarro EMT atravessa-o de oeste a leste, parando no Bioparc, nas Torres de Serranos, no Palau de la Música e na Cidade das Artes e das Ciências. Percorrer os 9 km a pé demora 2,5 a 3 horas, pelo que o mais sensato é escolher um troço: uma visita tranquila com o Gulliver e o passeio central resolve-se em 1 a 1,5 horas, e de bicicleta o percurso completo demora cerca de uma hora (há ciclovia em todo o trajeto e bicicletas públicas Valenbisi por perto). Dois avisos práticos: no verão leve água porque nem toda a zona tem sombra (há fontes de água potável distribuídas pelo parque), e antes de ir consulte jardins.valencia.es para verificar alertas meteorológicos, sobretudo se for com crianças ao Gulliver. O Parque Gulliver tem casas de banho e enfermaria.
Perguntas frequentes
Quanto custa a entrada nos Jardins do Turia?
Quanto tempo é necessário para a visita?
Qual é a melhor hora para visitar e evitar multidões?
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