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Festas e eventos em Lisboa
Festas e eventos

Festas de Lisboa

Decoraciones callejeras de las Festas de Lisboa en el barrio de Mouraria durante la Fiesta de Santo António, junio de 2009
Foto: Emilio García (hermenpaca) / CC BY-SA 2.0 (Wikimedia Commons)

As Festas de Lisboa homenageiam Santo António (falecido a 13 de junho de 1231) durante todo o mês de junho, com o seu auge na noite do dia 12. Gratuitas e de acesso livre: arraiais de bairro com sardinhas na brasa, manjericos e as Marchas Populares pela Avenida da Liberdade desde 1932.

Oito séculos de devoção a Santo António

Santo António nasceu em Lisboa por volta de 1195 (tradicionalmente a 15 de agosto) como Fernando de Bulhões e morreu em Pádua a 13 de junho de 1231. Essa data — o seu dies natalis hagiográfico, o seu "nascimento para o céu" — fixa toda a festa em junho, e não em maio, apesar de ter sido canonizado a 30 de maio de 1232 por Gregório IX (a segunda canonização mais rápida da história da Igreja, apenas superada por São Pedro de Verona). Os arraiais de bairro têm raízes na Idade Média, entrelaçados com o solstício de verão. O formato moderno e competitivo arranca, porém, a 12 de junho de 1932, quando o cineasta José Leitão de Barros organizou as primeiras Marchas Populares no Capitólio do Parque Mayer; os três bairros inaugurais foram Campo de Ourique, Bairro Alto e Alto do Pina. Em 1934 já desfilavam doze bairros perante 300.000 pessoas.

Marchas, arraiais e sardinhas na brasa

O programa é organizado pela EGEAC com a Câmara Municipal e estende-se por todo o mês de junho. O momento alto são as Marchas Populares: na noite do dia 12, pelas 21h00, cerca de duas dezenas de bairros desfilam pela Avenida da Liberdade com coreografias, figurinos e canção própria. É gratuito, mas as bancadas enchem-se horas antes; se não quiseres disputar lugar, vive o ambiente diretamente nos arraiais. Cada bairro monta o seu — Largo de São Miguel em Alfama, Largo da Rosa na Mouraria, o Miradouro de São Pedro de Alcântara —, com ruas fechadas, bandeirolas, mesas comunitárias e braseiros na calçada. A sardinha assada (1,50–4 € em cada barraca), inteira e com sal grosso sobre broa com pimentos e vinho verde, é o prato identitário da festa. No dia 13, às 17h00, parte a Procissão de Santo António por Alfama. Consulta o site oficial da EGEAC para o programa e as datas de cada edição.

A noite do dia 12: cada bairro compete

A noite de 12 para 13 é a verdadeira Festa: o bairro é a unidade festiva e cada um mostra o que tem com o seu arraial. Alfama é o epicentro fotogénico, com as suas vielas de calçada portuguesa, fado e sardinhas por todo o lado; a Mouraria junta kizomba, hip-hop e músicas das comunidades angolana, cabo-verdiana e brasileira; Santos atrai o público mais jovem, com cerveja e um ambiente menos turístico. A banda sonora vai do fado à música pimba (Quim Barreiros, Toy) e aos grupos de marcha. O manjerico — manjericão em vaso de barro com uma quadra de versos — é a prenda dos namorados (3–5 €); rega-o colocando o pires com água debaixo do vaso, nunca por cima da planta, que é muito delicada. Atenção: enfeitar as ruas com ervas e bandeirolas é uma prática popular, não um "concurso" oficial; e a Noite Branca é outro evento (de setembro), não de junho.

Melhores zonas, metro noturno e carteiristas

Na noite de 12 para 13, o Metro alarga o serviço até às 3h00 nas quatro linhas, com comboios de seis carruagens de ~12 em 12 minutos; o último parte a essa hora de cada terminal. Para Alfama e Mouraria, sai em Martim Moniz ou Santa Apolónia; para Santos e a Bica, em Cais do Sodré; para a Baixa, em Baixa-Chiado. Atenção: a estação Avenida (Linha Azul) fecha às 19h30 por razões de segurança, embora a passagem pedonal subterrânea permaneça aberta. O grande risco não é o ruído nem o calor (junho ronda os 25 °C de dia e 16 °C de madrugada — leva uma camisola leve), mas sim os carteiristas: Alfama concentra o maior índice da cidade e o elétrico 28E é o transporte mais visado — usa o autocarro 737 como alternativa. Pochete ou mochila à frente, nada nos bolsos de trás e atenção máxima nas travessas mais estreitas.

Perguntas frequentes

Quando se realizam as Festas de Lisboa e quanto custa a entrada?
Decorrem durante todo o mês de junho, com o ponto alto na noite de 12 para 13, dia de Santo António, padroeiro da cidade. São completamente gratuitas e de acesso livre: tanto as Marchas Populares da Avenida da Liberdade como os arraiais de bairro. Consulta o site oficial da EGEAC para as datas e o programa de cada edição.
Qual é o melhor bairro para viver os arraiais?
Alfama é o mais tradicional e fotogénico, com fado e vielas de calçada portuguesa, mas também o mais concorrido. A Mouraria (Largo da Rosa) oferece um ambiente multicultural com fado, kizomba e hip-hop. Santos atrai o público jovem, com um ar mais moderno e menos turístico. Graça e Intendente são os favoritos dos lisboetas que preferem menos confusão.
O metro funciona de noite durante a festa?
Sim. Na noite de 12 para 13, o Metro de Lisboa alarga o serviço até às 3h00 nas quatro linhas, com comboios de seis carruagens de cerca de 12 em 12 minutos. Sai em Martim Moniz ou Santa Apolónia para Alfama e Mouraria, ou em Cais do Sodré para Santos e a Bica. A estação Avenida fecha às 19h30 por razões de segurança.
O que é o manjerico e porque se oferece?
É um pequeno manjericão ornamental em vaso de barro, conhecido como "a erva dos namorados". Oferece-se à pessoa amada com uma quadra (verso amoroso ou jocoso) presa num papel. Custa cerca de 3–5 € nas barracas. É muito delicado: rega-o colocando o pires com água debaixo do vaso, nunca diretamente sobre a planta.

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